Não é de estranhar que
quanto mais cedo os indivíduos estiverem habituadas a ouvir, a falar e a pensar sobre as
diferenças e semelhanças, mais aptas estarão a conhecer-se a si mesmas e aos
outros. Quanto mais habituadas estiverem a ver exemplos das múltiplas formas de
executar as mesmas atividades, mais fácil se tornará de aceitarem a variedade
como normal. Aprender a conviver significa respeito e abertura para as relações
humanas, significa habilidade pessoal de permitir a aproximação e não o
afastamento do outro, através da empatia, do respeito, das formas alternativas
de vida, da escuta, do diálogo, do interesse, etc., tendo sempre por base o
envolvimento com a diferença sem qualquer preconceito, pois, este, segundo
Herriot & Pemberton, (1995) não é mais do que uma predisposição,
frequentemente inconsciente, para conceber os outros como seres inferiores,
menos inteligentes e capazes, mais preguiçosos, menos confiantes ou confiáveis.
Também para Marsden, (1997) tanto o preconceito, como a discriminação podem
derivar dos atos e atitudes dos indivíduos ou mesmo das políticas e práticas de
uma instituição. Para além de afetarem o acesso ao trabalho e a progressão das
minorias, fragilizam a sua motivação, autoconfiança e produtividade. Qualquer
tipo de ensino, hoje em dia, confronta-se cada vez mais com uma grande
heterogeneidade social e cultural. Certamente que todos concordamos que estamos
a educar para uma sociedade multicultural, e teremos de ter como referência da
nossa ação o desenvolvimento e atitudes baseadas no respeito, tolerância,
justiça, igualdade.
Herriot, P. & Pemberton,
C. (1995). Competitive advantage through diversity. Sage, London
Marsden, R. (1997). Class
discipline: IR/HR and the normalization of the workplace. In P. Prasad, A.J.
Mills, M. Elmes & A. Prasad (Eds.), managing the organizational melting
pot: dilemmas of workplace diversity, (pp.107 – 110) Thousand Oaks, Sage,
London
Sem comentários:
Enviar um comentário