Para partir para outras trajetórias possíveis para a EA achei interessante poder analisar agora outra visão: a de Barros (2013)
A autora defende um modelo dialógico social,
modelo holístico e integrador, como «(...) uma aprendizagem de competências que
promovam uma ação criativa e reflexiva na vida quotidiana e estrutural da
sociedade.»
Modelo este, que preconiza a aprendizagem numa
perpetiva global e integrada valorizando, as experiências anteriores, a
consciência crítica, a participação social. Aposta numa dimensão social da
aprendizagem no sentido de desenvolver as potencialidades de cada indivíduo e
potenciar a sua intervenção na sociedade que o enquadra. Defende, assim uma
fusão dos princípios humanistas com o modelo emancipatório: «(...) a
compreensão da realidade depende do conhecimento e da possibilidade de ação
sobre a mesma, que permite direcionar a educação de Adultos no sentido da
mudança e da transformação social.», cujos pressupostos de base articulam
educação e desenvolvimento assentando nos conceitos de autonomia,
reflexividade e valorização das experiências de vida.
Tal como Requejo Osório, defende a existência de
oferta educativa em função da procura e não a sua retenção no espaço escolar e
académico; o privilégio das estruturas de pensamento e ação em detrimento dos
resultados; a criação de públicos participativos e atores sociais e não de
meros recipientes do saber.
Daí a importância das conceções integradoras da
aprendizagem de adultos, que sendo globalizadoras, contemplam as múltiplas
facetas deste modelo, destacando-se o modelo teórico de Yang, com
caraterísticas holísticas e uma perspetiva integrativa. Nela a aprendizagem de
adultos é um constructo pessoal com três componentes distintas que se associam,
englobando vários tipos de conhecimento que interagem de forma dinâmica,
segundo vários modos de aprendizagem. São eles:
-o conhecimento explícito, ou seja a componente
cognitiva e de compreensão da realidade, de conhecimento formal, sistematizado
e estruturado, técnico;
-o conhecimento implícito, ou a componente
comportamental, com o conhecimento pessoal e contextual, de caráter prático;
-o conhecimento emancipatório, ou a componente afetiva
e motivacional interna que define objetivos e orienta a ação, ou seja o
conhecimento crítico.
Barros, Rita (2013) Educação de Adultos: Conceitos, Processos e Marcos Históricos - Da globalização ao Contexyo Português. Lisboa: Instituto Piaget
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