A Educação de Adultos em Portugal tem sido alvo de políticas
descontínuas, estando neste momento a atravessar um momento de estagnação,
depois de ter tido um período áureo com a INO que se enquadra na ALV promovida
por vários países da União Europeia (UE).
Para percebermos a evolução da Educação de Adultos em Portugal, é
importante não se perder de vista o conceito de ALV já aqui referido neste
e-Portefólio e em temática anterior, lembrando o seu percurso histórico e o
acesso à mesma ao longo dos tempos. A
igualdade de oportunidades tem sido pensada como um caminho para equiparar a
capacidade e a possibilidade de decisão e de participação e intervenção dos
sujeitos na sociedade, quer na vida
privada, quer na vida profissional e na conciliação de ambas (Ferreira, 2010;
CITE, 2014), traduzindo-se na preocupação comunitária e nacional através de
Planos e Quadros Comunitários de Apoio.
Acredito também, pelos estudos diversos que é de relevar a importância que esta trouxe para a questão do género, dando outro "palco" às mulheres uma vez que as oportunidades que tiveram no acesso à educação forma espartilhadas pela sua condição feminina.
Segundo a OCDE, “ser-se bem-sucedido na realização da ALV – desde a educação
pré-escolar até à aprendizagem ativa, na aposentação – será um fator importante
na promoção do emprego, do desenvolvimento económico, da democracia e da coesão
social.”
Tendo em conta as definições de ALV que muitas vezes são defendidas por
vários autores, podemos concluir que os conhecimentos, as qualificações e as
competências são vistas numa perspetiva social e global, valorizando a pessoa
enquanto ser pertencente a uma sociedade. Este conceito ultrapassa a definição
clássica de educação e formação e tem adquirido uma importância crescente nos
últimos anos.
Ferreira, V. (org) (2010) Igualdade
de Mulheres e Homens no Trabalho e no Emprego em Portugal - Políticas e
Circunstâncias. Lisboa: CITE
OCDE (1996). Lifelong learning for
all. Paris. OECD
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