Eu acredito...
Identificando a educação popular enquanto forma de
intervenção comunitária devo referir que, para se agilizar terá que,segundo
(Basto & Neves, 1995:8) basear-se em ações de animação comunitária
que surgem, como forma de educação não formal, aberta, centrada nos interesses
e necessidades das comunidades; eminentemente pedagógicas , com o objetivo de
desepertar a razão que mora em cada sujeito, a tomada de consciência de si,
daquilo que são as suas potencialidades e das condições que tornem possível a
sua atualização bem como dos mecanismos que impeçam e facilitem a sua
realização Isto será dizer que estas ações respeitam os seus participantes, os
seus ritmos, os seus saberes práticos, os seus conhecimentos, tendo em conta
que cada um de nós só pode realizar o seu ser em liberdade, sem modelos
impostos, desenvolvendo em cada um a capacidade de mudança. Com esta
metodologia interventiva será naturalmente possível, cada um de nós, “controlar
o seu projeto de vida, pela igualdade nas relações de poder, pois somos todos
parceiros “ (Correia, 2008:9). De resto esta metodologia , segundo o mesmo
autor (pp 16)pode também ser posta em prática em qualquer espaço da comunidade,
pela realização de atividades em várias áreas como a educação formação,
desporto, cultura, recreativa e social.
Estas atividades em contexto associativo serão certamente
aliados fortes para a construção duma cultura comunitária, intyervindo na sua
estruturação e organização, tornando-o ativo e empreendedor e incentivando a
comunidade a assumir em “mãos as tarefas do seu próprio desenvolvimento”
(Reis & Mesquita, 1995:26)
E, considero esta uma das trajetórias possíveis pois,
através dela compreendemos o passado, trabalhamos o presente para
construir o futuro.
Basto, M. & Neves, E. (1995). Animação Comunitária –
O que é? Como se faz? Quem Faz? In Vários Autores, Animação Comunitária (pp.
6-15). Porto: Edições ASA.
Correia, P. (2008). A Importância da Animação Comunitária
como Modelo e Metodologia de Intervenção Social e Comunitária no Contexto da
Educação Não-Formal. Animador Sociocultural: Revista Iberoamericana, 13(1),
1-26
Reis, F. & Mesquita, L. (1995). Animação Comunitária
e Associativismo. In Vários Autores, Animação Comunitária (pp. 26-29). Porto:
Edições ASA.
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