Refletindo sobre educação, formação e aprendizagem ao longo da vida



Acredito que os tempos são de mudança. Mudança de paradigma.
Tenho sobretudo esperança no que acredito: mudança implica vontade. Vontade de mudar.

Neste pressuposto achei interessante o artigo que aqui disponibilizo, de Alves, M, na Revista Portuguesa de Educação, v.l 23,n.1, Braga, 2010 e que penso merecer reflexão:

"Aprendizagem ao longo da vida: entre a novidade e a reprodução de velhas desigualdades" 
http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0871-91872010000100002&lang=pt

Um artigo que foca as políticas educativas europeias e a ALV; os seus sentidos e significados; como é vista nos documentos da União Europeia; e as suas dinâmicas.

E ocorreu-me imediatamente que mesmo não sendo exatamente uma novidade,mas constituindo-se como algo novo, a ALV o que tem de melhor é conseguir satisfazer desejos antigos. Por isso mesmo não posso esquecer Vergílio Ferreira quando afirma " o que mais importa não é o novo que se vê, mas o que se vê de novo no que já tínhamos visto"

Também por isso corroboro com Fullan (2003:51) relativamente à necessidade de se criar uma cultura de mudança onde a capacidade de nela liderar signifique "... criar uma cultura (não apenas uma estrutura) de mudança" pelo que tal condição " não significa adotar inovações, umas atrás de outras; significa gerar essa capacidade de procurar, avaliar de forma crítica e incorporar seletivamente novas ideias e práticas - constantemente, tanto dentro das organizações , como fora delas" Mas ainda segundo o mesmo autor (2003:29:31) implica afirmar essa liderança na aptidão para ter um sentido de objetivo explicíto capaz de "fazer a diferença"; engenho para usar estratégias susceptíveis de mobilizar muitas pessoas para enfrentarem os problemas dificeis; capacidade para ser continuamente escrutinada e, por esse motivo, ser responsabilizada pelos indicadores de sucesso contabilizados e debatidos e, finalmente ser imperativo avaliá-la pela forma como desperta o compromisso intrínseco do indivíduo ou seja, pela mobilização do sentido de objetivo moral de cada um de nós, tornados todos envolvidos e determinados para a mudança!


Fullan, M. (2003). Liderar nuam cultura de mudança. edições Asa





 Imagem disponível em www.google.com ( imagens) Palavras-chave: mudança paradigma educação




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