Voltando à questão da aprendizagem ao
longo da vida e, atendendo especialmente à sua importância traduzida em Pires
(2002),"...cada vez mais valorizada num contexto sujeito a rápidas
mudanças, à incerteza e à imprevisibilidade", bem como à linha orientadora
traçada no Livro Branco da CE, no campo da educação/formação, há assim que a
entender como realidade actual que afecta todas as profissões e cidadãos,
enquanto forma de confronto com os desafios do mundo actual – sociedade da
globalização e do conhecimento, em que a necessária combinação do desenvolvimento intelectual (educação
para a compreensão e a reflexão) e do desenvolvimento
social (aprendizagem da solidariedade e a colaboração)
torna-se mais do que evidente numa disposição positiva para confrontar a
mudança constante e a complexidade social, ou
seja a capacidade de aprender a aprender.
As experiências em contextos de
educação/formação de adultos e até mesmo em outras que acontecem dentro do
sistema educativo formal reúnem alguns traços comuns representativos dos
desafios que o paradigma
de formação ao longo da vida nos coloca, revelando-se também
sinónimo de “boas práticas” quando são capazes de deixar marcas de
qualidade e confiança, demonstrando que a mudança, ainda que por natureza lenta
e complexa , é possível, desde que contemple algumas condições políticas,
curriculares, organizacionais, e formativas, com potencial para confrontar a
cultura estabelecida em que as pessoas com o seu capital de conhecimento
(conceptual, procedimental e atitudinal) marcam sempre a diferença. É portanto essencial quando se
desenham as políticas educacionais levar em conta que todas as pessoas têm
capacidade para aprender
ao longo da sua vida , sempre que lhes sejam oferecidas
condições para aprender com e através da experiência,
valorizada e reflectida e que esse é o eixo central da ALV; alem do mais entender o conhecimento como
complexo, integrado, dinâmico e aberto, que tem que ser construído e
transformado nos processos de aprendizagem em saber significativo e relevante
para a vida (competências), é outra indiscutivel premissa. A criação de contextos ecológicos acolhedores
da diversidade de experiências/saberes e desafiadores da procura, da critica,
da partilha e da autonomia no desenho dos percursos de vida e de formação, é
também condição indispensável.E desse modo, aprender a aprender e continuar a
aprender torna-se uma competência chave fulcral, com implicações substanciais
na organização dos ambientes e processos de aprendizagem, na educação de
adultos quer em contextos formais,quer informais ou não formais.
Imagem recolhida em
www.google. com (imagens) Palavras-chave: aprendizagem ao longo da vida
Alonso, L;
Imaginário, L; Magalhães, J. e outros (2000). Referencial de competências-chave. Educação e Formação
de Adultos. Lisboa: ANEFA
Pires, L.
(2002). Educação e
formação ao longo da vida: análise crítica dos sistemas e dispositivos de
reconhecimento e validação de aprendizagens e de competências.
Lisboa: Universidade Nova de Lisboa.

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