Lendo Sitöe e refletindo no título "Aprendizagem ao longo da vida: um conceito utópico?" retenho a ideia de que ALV significa essencialmente que, se uma pessoa tem desejo de aprender, tem que reunir as condições para o fazer, independentemente de quando e onde mas, antes de mais, conforme o autor, implica necessariamente que os indivíduos tenham predisposição para aprender, que existam, ambientes adequados e organizados para essas aprendizagens e que existam pessoas capazes de as auxiliar no seu processo de aprendizagem. No entanto, não podemos esquecer que se torna essencial que a aprendizagem vá ao encontro das necessidades de cada um e do mercado de trabalho em concreto, refletindo uma forma de combate ao desemprego e à exclusão social.
Sabemos que esta abordagem não tem sido institucionalmente praticada e, talvez por isso, Valente (2005) cit. em Sitöe (2006) diz-nos que a ALV tem sido usada para se referir à EA traduzindo, às vezes, apenas uma parte da EA, o que reduz as oportunidades duma educação de adultos que se quer para todos e de todos os adultos. Para que essas oportunidades sejam criadas, em que as pessoas possam construir conhecimento como parte do seu quotidiano, desde o seu nascimento ao longo da sua vida, há que se ter uma visão mais ampla da educação em que os indivíduos se eduquem permanentemente, em distintos ambientes sociais, muito para além dos muros da escola, se transformem respostas educativas uniformes e descontextualizadas em projetos conectados com as necessidades básicas das populações e, cuja organização seja tão diversificada quanto a sua singularidade e a dos contextos em que se inserem.
Urge por isso, a meu ver, um salto que implique uma interconexão eficaz entre os sistemas formal e não formal, assim como uma maior criatividade e flexibilidade. Algo em que a meta seja uma sociedade educativa. Onde se ensine aprendendo e se aprenda ensinando.
E, desta reflexão, também expressa na sala de aula virtual da UC de Modelos e Políticas de Educação e Aprendizagem de Adultos, o Professor J. António Moreira, alguém que " nos provoca" para que a aprendizagem se torne cada vez mais viva e profícua, desafiou-me a responder ao título da obra e, indo mais longe perguntou: "ALV, uma realidade em movimento?"
Não quero pois deixar de, também aqui neste espaço, vos deixar aquilo que penso:
A ALV será sim e acima de tudo uma realidade em movimento porquanto está implícita numa sociedade em constante movimento, transformação e, por isso deve ser encarada como forma de confronto aos desafios do mundo atual - sociedade da globalização e do conhecimento em que é necessária a combinação do desenvolvimento intelectual (educação para a compreensão e reflexão) e do desenvolvimento social ( aprendizagem da solidariedade e colaboração) tornando-se assim numa disposição positiva para confrontar o movimento da mudança constante e a complexidade social ou seja a capacidade de aprender a aprender.
Isto pode também responder ao título de Sitöe quando refletido numa vontade igual à de Thomas More quando escreveu sobre um lugar novo e puro onde existiria uma sociedade perfeita ou, tendo como utopia um projeto de transformação social em que a ALV seja contributo relevante , através da igualdade de oportunidades e práticas inclusivas para uma sociedade mais justa. Algo que, para mim, é ter na ALV a aprendizagem das e para as realidades de cada um, numa realidade em movimento.
Mas isto só será exequível se, ainda que não perfeitos, tenhamos a vontade de, apesar das vicissitudes, sermos determinados na busca dessa felicidade e dessa perfeição. Ou melhor, conforme o Professor o expressou: "... procurar chegar o mais próximo possível desse ideal."
Sitöe, R.M. (2006) Aprendizagem ao longo da vida: um conceito utópico? Comportamento Organizacional e Gestão, 2006, Vol.12, nº 2, 283-290. Instituto Superior de Psicologia aplicada. Lisboa. Acedido em 2015.03.26 em:
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/cog/v12n2/v12n2a09.pdf
Imagem trabalhada com base em imagens obtidas em www.google.com. Palavras-Chave: realidade e utopia
Não quero pois deixar de, também aqui neste espaço, vos deixar aquilo que penso:
A ALV será sim e acima de tudo uma realidade em movimento porquanto está implícita numa sociedade em constante movimento, transformação e, por isso deve ser encarada como forma de confronto aos desafios do mundo atual - sociedade da globalização e do conhecimento em que é necessária a combinação do desenvolvimento intelectual (educação para a compreensão e reflexão) e do desenvolvimento social ( aprendizagem da solidariedade e colaboração) tornando-se assim numa disposição positiva para confrontar o movimento da mudança constante e a complexidade social ou seja a capacidade de aprender a aprender.
Isto pode também responder ao título de Sitöe quando refletido numa vontade igual à de Thomas More quando escreveu sobre um lugar novo e puro onde existiria uma sociedade perfeita ou, tendo como utopia um projeto de transformação social em que a ALV seja contributo relevante , através da igualdade de oportunidades e práticas inclusivas para uma sociedade mais justa. Algo que, para mim, é ter na ALV a aprendizagem das e para as realidades de cada um, numa realidade em movimento.
Mas isto só será exequível se, ainda que não perfeitos, tenhamos a vontade de, apesar das vicissitudes, sermos determinados na busca dessa felicidade e dessa perfeição. Ou melhor, conforme o Professor o expressou: "... procurar chegar o mais próximo possível desse ideal."
Sitöe, R.M. (2006) Aprendizagem ao longo da vida: um conceito utópico? Comportamento Organizacional e Gestão, 2006, Vol.12, nº 2, 283-290. Instituto Superior de Psicologia aplicada. Lisboa. Acedido em 2015.03.26 em:
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/cog/v12n2/v12n2a09.pdf

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