UMCLA, CLA, REDE e PARCERIAS


Os Centros Locais Aprendizagem, têm a supervisão da Unidade de Missão para os Centros Locais de Aprendizagem (UMCLA) que é uma estrutura permanente da Universidade Aberta cuja função, entre muitas outras, é o enquadramento e funcionamento dos e a promoção  do desenvolvimento de projetos de investigação em áreas prioritárias destes Centros, traduzidos na:
Expansão de novas dimensões, cumprindo funções primordiais das instituições universitárias: produzindo  e disseminando conhecimento, criando para o efeito uma estrutura com a feição adequada – a Unidade móvel de Estudos do Local e delineado um projeto institucional de investigação/ação de desenvolvimento da rede CLA, que se executa desde janeiro de 2012
Assim sendo será conveniente reforçar aqui duas dimensões fundamentais dos CLA: as parcerias e o trabalho em rede.
O conceito de parceria, segundo Carrilho (2008) enquadra-se exatamente na problemática das redes. Estas constituem uma articulação de nós através de determinado número de conexões , sendo que as mesmas implicam uma multiplicidade de conexões e percursos alternativos com o objetivo de reforçar o “poder conectivo” . Estas redes, conforme o mesmo autor implicam também regras e atores coletivos e/ou individuais, capazes de assegurar o funcionamento da estrutura na base de fontes de informação e conhecimento, recursos financeiros, logísticos e humanos e condições técnicas, económicas, sociais, políticas e ambientais bem como uma “infoestrutura” que favoreça mais iniciativas dos atores, para que se estabeleçam relações específicas que podem ser mutáveis ao longo do tempo, refletindo assim relações hierárquicas.
Neste sentido, a rede na estrutura social tem como base material o novo paradigma da tecnologia da informação nuam base dinâmica de desenvolvimento e capacidade de gerar conhecimento, considerando-se estruturas abertas, capazes de se expandirem enquanto partilhem os mesmos códigos de comunicação como são por exemplo, os valores ou objetivos de desempenho.
Torna-se então também essencial perceber o conceito de parceria e desenvolvimento local que, ainda conforme Carilho (2008), pode privilegiar a negociação de interesses e a procura de plataformas comuns de atuação por parte dos atores que orientam o processo, com vista a intervenções dirigidas às necessidades e potencialidades diversas dum território, caraterizando-se assim como interação negocial, com maior ou menor grau de informalidade, por parte de atores com carterísticas diferentes mas interesses comuns, implicando ao longo do processo a necessidade de se partilhar riscos e benefícios potenciais e tirar partido das sinergias entre parceiros com a redefinição das respetivas relações.
Será assim neste pressuposto que a ELO enquanto plataforma estabelece parcerias com as unidades  de investigação internas e externas que se proponham desenvolver projetos  conjuntos que identifiquem como objeto de estudo preferencial as áreas territoriais de inserção dos CLA da Uab, exemplo da convergência de sinergias em Estudos do Local onde se destacam as seguintes parcerias:

Instituto de Estudos Medievais, no âmbito da História Medieval, subordinada a um programa de investigação a desenvolver com o Instituto de Estudos Medievais da FCSH e com o CETAC.MEDIA, no âmbito da Literacia Digital em que a ELO faz parte da Rede de Observatórios Municipais para a Literacia Digital, sediada no CETAC.MEDIA (UP-UA)





Imagem disponível em www.google.com(imagens). Palavra-chave: Parcerias


Carrilho, Tiago (2008), “Conceito de parceria : três projetos locais de promoção do emprego” in Análise Social, vol. XLIII (1º), pp: 81-107.

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