Perante a necessidade
das pessoas e das sociedades precisarem de mais educação, o Memorando sobre a
Aprendizagem ao Longo da Vida ,elaborado pela Comissão Europeia com vista à
implementação de uma “estratégia de aprendizagem ao longo da vida, vem reforçar
a necessidade de adotar uma ação concertada face às atuais mudanças económicas
e sociais, através de uma nova abordagem da educação e da formação. Reforça
também a necessidade de criar parcerias e uma estreita cooperação (entre
ministérios, autoridades públicas, parceiros sociais, iniciativa privada,
etc.), com vista à implementação de uma estratégia de aprendizagem ao longo da
vida, criando uma “osmose gradual entre estruturas de oferta” (Pires, 2002:56).
Destas orientações
pressupõem-se que a aprendizagem ao longo da vida é entendida como toda e
qualquer atividade de aprendizagem contínua, que visa melhorar conhecimentos,
aptidões e competências, sendo os seus principais objetivos, a promoção da
cidadania e o fomento da empregabilidade. E assim se a entende, conforme Pires
(2002:55)como uma prioridade política europeia, sendo expressa a preocupação de
alcançar um crescimento económico dinâmico, reforçando simultaneamente a coesão
social (Pires, 2002:55). E almejando-se a criação de parcerias coloca-se um
desafio aos sistemas formais de educação/formação, que tradicionalmente eram
fechados, e que sempre manifestaram dificuldade ao nível do reconhecimento e
integração das aprendizagens realizadas noutros contextos que não os formais
Imagem
disponível em www.google. com (imagens). Palavras chave: educação,
sociedade,futuro
Pires, L. (2002). Educação e formação ao longo da vida:
análise crítica dos sistemas e dispositivos de reconhecimento e validação de
aprendizagens e de competências. Lisboa: Universidade Nova de
Lisboa.

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