A educação de adultos, aos olhos de Quintana (1991,1995) in Loureiro 2008:225) é segundo a atual tendência mundial, apontada como instrumento de desenvolvimento das comunidades locais e de capacitação dos indivíduos para se promoverem em comunidade.
Neste sentido, os professores e os formadores estão inseridos num
contexto de grande exigência, com uma configuração múltipla de novas missões,
funções e papéis. Consequentemente, o enquadramento político da profissão
deixou de ser de âmbito nacional e passou a ser europeu, sendo os objetivos
claros e transversais. Desta forma, para que fosse possível a concretização
desta estratégia visada pela sociedade do conhecimento foi criado o Quadro
Europeu Comum que refere as competências e qualificações dos professores e
formadores e que põe a aprendizagem ao longo da vida como estratégia para o seu
sucesso. Este quadro europeu comum tem como objetivo central, aumentar a
qualidade da formação e a capacidade de inovação, contribuindo para uma
sociedade mais competitiva e dinâmica baseada no conhecimento do mundo, capaz
de um crescimento económico apoiado em melhores empregos e melhor coesão
social.
Efetivamente, a formação profissional e a aprendizagem ao
longo da vida revestem-se de uma grande importância porque além de formar as
pessoas para uma atividade profissional, atualiza-as em termos de profissões
prioritárias e emergentes, dando-lhes competências para exercerem essas novas
profissões e até criarem o seu próprio emprego, tornando-se assim
empreendedores, de modo a fazerem face às exigências da sociedade do
conhecimento. Pois, como refere Coutinho et al (2007) os trabalhadores necessitam de
vender a sua força de trabalho sob condições que lhes são determinadas pelo
capital. Por outro lado, as mudanças nas formas de emprego e o desemprego
estrutural, entre outras, trazem exigências de novas competências, habilidades
e talentos para se manter empregado. Assim, todas estas situações levam o
sujeito a ter que enfrentar quotidianamente o novo e reescrever a sua
trajetória de vida e a sua identidade.
O formador passou a ser um facilitador de aprendizagem em detrimento de alguém que só transmite saberes, estando sempre presente no processo de aprendizagem, estabelecendo um diálogo com empatia que será representado em todas as situações em que o emissor comunique com o recetor (Unesco, 2013:197). Por outro lado, o aprendente adulto é considerado como alguém responsável, ativo, participante e internamente motivado para a realização de aprendizagens.
O formador passou a ser um facilitador de aprendizagem em detrimento de alguém que só transmite saberes, estando sempre presente no processo de aprendizagem, estabelecendo um diálogo com empatia que será representado em todas as situações em que o emissor comunique com o recetor (Unesco, 2013:197). Por outro lado, o aprendente adulto é considerado como alguém responsável, ativo, participante e internamente motivado para a realização de aprendizagens.
Coutinho, M. C., Krawulski, E. & Soares,
D. H. P. (2007). Identidade e trabalho na contemporaneidade: repensando
articulações possíveis. Psicologia & Sociedade, 19 (número especial), 29-37.
Loureiro, A. (2008). As organizações não-governamentais de
desenvolvimento local e
sua prática educativa de adultos: uma análise no norte de Portugal.Universidade
de Trás-os-Montes e Alto Douro

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