Considero
a solidariedade espinha dorsal do DL porquanto ela é a força motriz desse
processo tanto na capacidade, quanto na possibilidade de se chegar a consensos
e desenvolver iniciativas comunitariamente cooperativas, co-participativas que
incidam em dinâmicas de sensibilização, mobilização, organização, planeamento e
ação conjunta, no âmbito da comunidade/espaço/local/território onde se quer
intervir.
Levando
em conta que o DL se promove no individual-pessoal e no
coletivo-comunitário,relembrando a analogia, a espinha dorsal e solidariedade
são essenciais para que possamos sentir e reagir aos reflexos
Sem
clima e cooperação solidários o DL é também um pressuposto demagógico por falta
de "espinha dorsal" que dê força e dinamize tanto a união como a
cooperação e construção na diversidade de indivíduos que fazem cada
local/espaço/território.
Esta
solidariedade enquanto estado que gera afetivos e efetivos laços de mobilização
e cooperação de uns para com os outros bem como duma certa dose de
gregariedade, enquanto instinto impulsivo de relacionamento interpessoal
defensivo, desembocam na
coesão social, essencial suporte da democracia; esta é também alimentada pela capacidade dos indivíduos se aglutinarem, comunitarizarem,
planearem e agirem co-participativamente, em perfeita consciência do que querem
e pretendem fazer.
É
essa capacidade que é perfeitamente educável ou seja, depende essencialmente da
educabilidade dos indivíduos para se comunitarizarem no processo de busca e
conquista de auto-desenvolvimento. Isto quer também dizer que esta
eduacabilidade se traduz na necessidade das comunidades se informarem,
atualizarem, imbuírem da procura e discussão constantes, de novas formas para
se capacitarem, cooperarem, agirem com vista à consecução dos seus objetivos de
desenvolvimento e respetivos meios de viabilização.
Desta
forma é no formar e educar
para o desenvolvimento que se precisa de todos, enquanto agentes de
desenvolvimento local, como "pedagogos" da formação e orientação da
comunidade/espaço/território. Ora, nesse sentido, formação e educação interagem e
complementam-se: a primeira decifrando e incorporando valores e sentidos de
determinada realidade e, a segunda tornando possível aos indivíduos dessa
comunidade traduzir de facto esses valores e sentidos para o seu
desenvolvimento físico, intelectual, moral e social. Ou seja, educação supõe formação
como fundamento e formação precisa de educação para se concretizar na dinâmica
existencial, individual e coletiva dos indivíduos (Ávila, 2000, p.63).
Ora, dando o sangue vida e não se
conseguindo viver sem respirar, não será dificil ver a vitalidade do DL na
educação!
Imagem disponível em www.google.com. Palavras-chave: Desenvolvimento Local
Explicada
esta analogia foca-se também e, em parte, a relação da educação adultos com o
DL , porquanto por seu intermédio atuam na condição de sujeitos das suas
trajetórias de vida, tirando partido das suas potencialidades, caráter
interventivo relativamente ao desenvolvimento de competências e conhecimentos
ecológicos/sustentáveis, de promoção da democracia, da justiça, da equidade,
participando também no processo de desenvolvimento da comunidade pela
responsabilização coletiva e consciencialização conducentes ao DL.
Ávila, V.
Dupla relação entre educação e desenvolvimento local (endógeno-emancipatório).
Revista Paideia: Belo Horizonte Ano 9 n. 12 p. 13-49 jan./jun. 2012

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